domingo, 22 de janeiro de 2012

3º presidente do Brasil

Prudente.jpg (1069×1600)

Formação e início da carreira

Prudente de Morais nasceu nos arredores de Itu (São Paulo), em 4 de outubro de 1841, sendo descendente dos primeiros colonizadores de São Paulo[1][2]. Com menos de três anos perdeu o pai, comerciante de animais, assassinado por um escravo. Após o segundo casamento da sua mãe, passou a residir no município, onde concluiu o curso primário. Graduou-se em direito na Faculdade de Direito de São Paulo em 1863 e, no mesmo ano, transferiu-se para Piracicaba, onde exerceu advocacia durante dois anos, e, em 1865, começou sua carreira política.
No Império, pertenceu primeiro ao Partido Liberal, monarquista. Foi eleito vereador, em 1865, presidindo a Câmara Municipal de Piracicaba.
Em 1873, transferiu-se para o Partido Republicano Paulista (PRP), declarando-se republicano, tendência que representou na Assembleia Provincial.
Foi deputado provincial em São Paulo e deputado à Assembleia Geral do Império, defendendo, além da forma republicana de governo, oabolicionismo e o federalismo. Como deputado provincial trabalhou na complexa questão das divisas de São Paulo com Minas Gerais, tema no qual era especialista.

[editar]No início da república

Proclamada a república, foi nomeado por Deodoro da Fonseca chefe da junta governativa que governou São Paulo de 16 de novembro a 14 de dezembro de 1889, nomeado em seguida governador, permanecendo no cargo até 18 de outubro de 1890, quando renunciou para assumir uma cadeira no senado.
No governo de São Paulo, reorganizou e modernizou a administração, especialmente o tesouro e o Arquivo do Tesouro, ampliou Força Pública, sendo que a transição para a república em São Paulo, com a nomeação de novos administradores, secretários e intendentes municipais ocorreu em tranquilidade. Reorganizou a Escola Normal, que deu origem à Escola Normal Caetano de Campos.
Chegou a ser vice-presidente do Senado, e presidiu a Assembleia Constituinte de 1890-1891. Elaborada a Constituição, disputou com Deodoro da Fonseca a presidência da república, sendo derrotado.

Prudente de Morais (no centro) preside a Constituinte republicana, óleo de Aurélio de Figueiredo (Museu da República, Rio de Janeiro).
Após a derrota para Deodoro, eleito indiretamente com 129 votos contra 97, Prudente de Morais presidiu o Senado até o fim do seu mandato.

[editar]Na presidência da República

Na disputa pela sucessão de Floriano Peixoto, que chegara à presidência devido ao golpe de 23 de novembro de 1891, candidatou-se pelo Partido Republicano Federal (PR Federal), fundado pelo paulista Francisco Glicério em 1893. Vence as eleições presidenciais de 1 de março de 1894 e toma posse no dia 15 de novembro daquele ano, tornando-se o primeiro presidente do Brasil a ser eleito pelo voto direto e o primeiro presidente civil do Brasil. Prudente teve 276.583 votos contra 38.291 de seu principal competidor Afonso Pena, em uma eleição que teve mais 29 políticos que foram votados. Seu vice-presidente foi o médico Manuel Vitorino Pereira[3] A sua eleição marcou a chegada ao poder da oligarquia cafeeira paulista em substituição aos setores militares.
Os quatro anos de governo de Prudente de Morais foram agitados, tanto por problemas político-partidários (a perda do apoio do Partido Republicano Federal) como pela oposição dos setores florianistas e pela continuação, no Rio Grande do Sul, da Revolta Federalista (1893-1895).
Prudente de Morais dedicou todos os seus esforços à pacificação das facções, que tinham em seus extremos os defensores do governo forte de Floriano e os partidários da monarquia. Durante seu governo, abandonou uma a uma as medidas inovadoras de Floriano Peixoto. Essa cautela de Prudente foi necessária, já que os florianistas ainda tinham uma certa força, principalmente no Exército. Além disso, o vice-presidente estava ligado às ideias de Floriano. Prudente de Morais imprime uma direção ao governo que atende mais aos cafeicultores e afasta os militares da política.

Caricatura de Prudente de Morais ilustrando um presidente sempre em apuros, com o mandato pendendo por um fio.
No início do seu governo consegue pacificar a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, assinando a paz com os rebeldes, que receberam anistia.
Em 1896, enfrentou a questão diplomática envolvendo os ingleses, que acharam por bem tomar posse da Ilha da Trindade em 1895, e a revolta da Escola Militar. Fez então valer sua autoridade: fechou a escola e o clube militar. A questão diplomática foi resolvida favoravelmente ao Brasil.
Prudente de Morais restabeleceu as relações com Portugal e assinou o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação com o Japão, em novembro de 1895, com o objetivo de incitar a vinda de imigrantes japoneses.
Mas pouco tempo depois enfrentaria um movimento rebelde ainda maior: a Guerra de Canudos, no sertão baiano.
Obrigado a submeter-se a uma cirurgia, se afastou do poder entre 10 de novembro de 1896 e 4 de março de 1897, passando o cargo ao vice-presidente, o médico Manuel Vitorino Pereira. Nesta interinidade, Manuel Vitorino transferiu a sede do governo do Palácio Itamaraty para o Palácio do Catete.
Com a vitória dos amotinados de Antônio Conselheiro sobre várias expedições militares, a situação voltou a deteriorar-se. Prudente interrompeu então a convalescença e nomeou ministro da Guerra o general Carlos Machado Bittencourt, que liderou nova expedição e derrotou os rebeldes.
As divergências internas no PR Federal e a Guerra de Canudos desgastam o governo. Mesmo com a vitória das tropas do governo na guerra, os ânimos não se acalmam. Em 5 de novembro de 1897, durante uma cerimônia militar, sofreu um atentado contra a sua vida praticado por Marcellino Bispo de Mello; escapou ileso, mas o seu ministro da Guerra, Marechal Bittencourt, faleceu defendendo a vida de Prudente. O presidente decretou, então, estado de sítio, para o Distrito Federal (Rio de Janeiro e Niterói) conseguindo assim livrar-se dos oposicionistas mais incômodos.
As dificuldades econômico-financeiras, herdadas da crise do encilhamento, acentuaram-se em sua administração, sobretudo devido aos gastos militares, aumentando as dívidas com os credores estrangeiros.
Com a assessoria de seus ministros da Fazenda, Rodrigues Alves e Bernardino de Campos, negociou com os banqueiros ingleses a consolidação da dívida externa, operação financeira que ficou conhecida como funding loan, base da política executada por Joaquim Murtinho nos quatro anos seguintes.
No plano da política externa, resolveu, favoravelmente, para o Brasil a questão de limites com a Argentina, arbitrada pelo presidente norte-americano Grover Cleveland e na qual se destacou o representante brasileiro, o Barão do Rio Branco.

[editar]Vida após a presidência e homenagens

Prudente de Morais desfrutava de grande popularidade ao fim do mandato, em 15 de novembro de 1898, quando passou o cargo de Presidente da República a Campos Sales e retirou-se paraPiracicaba, onde exerceria a advocacia por alguns anos. Faleceu devido a uma tuberculose em 13 de dezembro de 1902. Prudente de Morais está enterrado no "Cemitério da Saudade", localizado na cidade de Piracicaba.
É homenageado dando seu nome à cidade de Presidente Prudente e Prudentópolis.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

2º presidente do Brasil


      Marechal Floriano Peixoto                     

Origem e carreira político-militar


Floriano Peixoto em 1881.
Nascido em Ipioca, distrito da cidade de Maceió (Alagoas) numa família pobre de recursos, mas ilustre e ativa na política: seu avô materno, Inácio Accioli de Vasconcellos, foi revolucionário em 1817. Foi criado pelo padrinho e tio, coronel José Vieira de Araújo Peixoto. Floriano Vieira Peixoto foi matriculado numa escola primária em Maceió (Alagoas) e aos dezesseis anos foi para o Rio de Janeiro, matriculado noColégio São Pedro de Alcântara.
Assentado praça em 1857, ingressou na Escola Militar em 1861. Em 1863 recebeu a patente deprimeiro-tenente, seguindo sua carreira militar. Floriano era formado em Ciências Físicas e Matemáticas.
Floriano ocupava posições inferiores no exército até a Guerra do Paraguai, quando chegou ao posto detenente-coronel. Ingressou na política como presidente da província de Mato Grosso, passando alguns anos como ajudante-geral do exército.
No dia da Proclamação da República, encarregado da segurança do ministério do Visconde de Ouro Preto, Floriano se recusou a atacar os revoltosos e assim se justificou sua insubordinação, respondendo ao Visconde de Ouro Preto:
Cquote1.svgSim, mas lá (no Paraguai) tínhamos em frente inimigos e aqui somos todos brasileiros!Cquote2.svg
— Floriano Peixoto[4]
Em seguida, aderindo ao movimento republicano, Floriano Peixoto deu voz de prisão ao chefe de governo, Visconde de Ouro Preto.
Após a Proclamação da Pepública, assumiu a vice-presidência de Deodoro da Fonseca durante o Governo Provisório, sendo depois eleito vice-presidente constitucional e assumiu a presidência da república em 23 de novembro de 1891, com a renúncia do marechal Deodoro.

[editar]Presidência da República

Seu governo teve grande oposição de setores conservadores, como a publicação do Manifesto dos 13 generais. A alcunha de "Marechal de Ferro" devia-se à sua atuação enérgica e ditatorial, pois agiu com determinação ao debelar as sucessivas rebeliões que marcaram os primeiros anos da república do Brasil. Recebeu também o título de "Consolidador da República".

Marechal Floriano Peixoto, c. 1891.
Entre as revoltas ocorridas durante seu período, destacam-se duas Revoltas da Armada no Rio de Janeiro, chefiadas pelo almirante Saldanha da Gama, e a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul. A vitória de Floriano sobre essa segunda revolta gerou a ainda controversa mudança de nome da cidade deNossa Senhora de Desterro, para Florianópolis ("Cidade Floriana") em Santa Catarina.
Em seu governo determinou a reabertura do Congresso e, entre outras medidas econômicas em decorrência dos efeitos causados pela crise financeira gerada pelo estouro da bolha financeira doEncilhamento, o controle sobre o preço dos gêneros alimentícios de primeira necessidade e os aluguéis.
Apesar da constituição versar no art. 4 novas eleições quando o presidente renunciasse antes de dois anos, Floriano permaneceu em seu cargo, alegando que a própria constituição abria uma exceção, ao determinar que a exigência só se aplicava a presidentes eleitos diretamente pelo povo, assumindo assim o papel de consolidador da República.
Entre o final de 1891 e 15 de novembro de 1894, o governo de Floriano Peixoto foi inconstitucional, pois estava a presidência da República sendo exercida pelo vice-presidente sem que tivessem acontecido novas eleições presidenciais, como exigia a constituição.
Floriano Peixoto entregou o poder em 15 de novembro de 1894 a Prudente de Morais, falecendo um ano depois, em sua fazenda. Deixou um testamento político, no qual diz que "Consolidador da República" foram, na verdade, as diversas forças que fizeram a república.

[editar]Início da ditadura


Sua face em uma moeda de 2000 réis de 1939.
Consta que Floriano Peixoto lançou uma ditadura de salvação nacional. Seu governo era de orientação nacionalista e centralizadora. Demitiu todos os governadores que apoiaram Deodoro da Fonseca. Na chamada Segunda Revolta da Armada agiu de forma contundente vencendo-a de maneira implacável, ao contrário de Deodoro.

[editar]A segunda Revolta da Armada


Floriano Peixoto e a Revolta da Armadanuma ilustração de Angelo Agostini.
Aconteceu em 1893, desta vez contra o presidente, marechal Floriano Peixoto. Esta também foi chefiada pelo almirante Custódio de Melo, depois substituído pelo almirante Saldanha da Gama. Floriano não cedeu às ameaças; assim, o almirante ordena o bombardeio da capital brasileira. No ano seguinte Floriano e o exército brasileiro obtiveram apoio da marinha de guerra norte-americana no rompimento do bloqueio naval imposto pela marinha brasileira. Assim, o movimento desencadeado pela marinha de guerra brasileira no Rio de Janeiro terminou em 1894, com a derrota e fuga dos revoltosos para Buenos Aires.

[editar]Marechal de Ferro

Floriano Peixoto, em seus três anos de governo como presidente, enfrentou a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, iniciada em fevereiro de 1893. Ao atacá-la, apoiou Júlio Prates de Castilhos. O apelido de "Marechal de Ferro" se popularizou devido à força com que o presidente suprimiu essa revolta e a Segunda Revolta da Armada, na cidade de Desterro (atual Florianópolis).
O culto à personalidade de Floriano – o florianismo – foi o precursor dos demais "ismos" da política do Brasil: o getulismo, o ademarismo, o janismo, obrizolismo,o malufismo e o lulismo.

[editar]

1º Presidente do Brasil

                    PRIMEIRO PRESIDENTE DO BRASIL
                                Marechal Deodoro da Fonseca

Após o golpe de 15 de novembro de 1889, foi empossado como presidente do Governo Provisório o Marechal Deodoro da Fonseca que fora líder do movimento republicano. Um dos primeiros atos foi instituir a nova Bandeira da República do Brasil que representea nossa nação até hoje.


Começava a reorganização política do país. Pela falta de recursos humanos entre os novos governistas, Deodoro da Fonseca reaproveitou alguns monarquistas para preenchimento dos cargos. Entre eles, o Barão do Rio Branco.

O Governo Provisório de Deodoro da Fonseca tomou imediatamente algumas medidas para garantir a reformulação governamental.
<><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><>


Mandou que a família real fosse para o exílio. D. Pedro II e familiares viajaram para a Europa em 17 de novembro de 1889. O imperador morreu em 1991 na cidade francesa de Paris.

Convocou eleições para uma Assembléia Constituinte que elaboraria a primeira Constituição republicana. Nomeou Rui Barbosa para o Ministério da Fazenda e Benjamim Constant para o Ministério da Guerra. Separa as instituições do Estado-Igreja, onde criou os registros civis de casamento e nascimento que eram efetuados pela Igreja. Concede nacionalidade brasileira a todos os estrangeiros residentes no país. Substituiu a Bandeira Nacional.

Neste Governo provisório, destacam-se os trabalhos da Assembléia Constituinte que reorganiza a estrutura política do Brasil. Na área econômica, Rui Barbosa busca a modernização nacional.

De acordo com a nova Constituição haveriam eleições para a presidência da República. O Congresso Nacional escolheria o primeiro presidente. Com medo de intervenção militar no Brasil, o Congresso optou pela chapa de Deodoro da Fonseca e Wlandenkolk que venceu Prudente de Morais e o Marechal Floriano Peixoto.

Mas o clima político não andava bem. Floriano Peixoto tinha muito apoio e a oposição era forte. Deodoro resolve fechar o Congresso.

<><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><>
Com esta atitude inconstitucional houveram reações do Exército, dos trabalhadores e o levante da Marinha que comandada pelo almirante Custódio de Melo pressionava para que Deodoro da Fonseca renunciasse a presidência da República. Acabou renunciando em novembro de 1891.



Manoel Deodoro da Fonseca era alagoano.

Nasceu em 05 de agosto 1827 na atual Deodoro da Fonseca em Alagoas. Morreu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto 1892 no ano seguinte, nove meses depois de deixar a presidência.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Navio naufraga e deixa mortos na Itália

Navio naufraga e deixa mortos na Itália

Embarcação tinha cerca de 4 mil pessoas e 53 brasileiros a bordo. Três corpos foram resgatados e equipes buscam desaparecidos

    14/01/2012 03:13-
enviar por e-mail
Navio naufraga e deixa mortos na ItáliaEmbarcação tinha cerca de 4 mil pessoas e 53 brasileiros a bordo. Três corpos foram resgatados e equipes buscam desaparecidos

* campos são obrigatórios
corrigir
Navio naufraga e deixa mortos na ItáliaEmbarcação tinha cerca de 4 mil pessoas e 53 brasileiros a bordo. Três corpos foram resgatados e equipes buscam desaparecidos

* campos obrigatórios


Foto: AP
O navio Costa Concordia, que levava 4.000 pessoas, naufragou após bater em banco de areia próximo à ilha de Giglio (Itália)

Um navio de cruzeiro de luxo que levava mais de 4 mil pessoas naufragou na noite desta sexta-feira na costa da Itália. De acordo autoridades italianas e equipes de resgate, cinco corpos foram encontrados até a tarde deste domingo. Dezenas de pessoas ficaram feridas.
O consulado do Brasil em Roma confirmou que 53 brasileiros estavam a bordo. Na noite deste sábado, o Itamaraty confirmou que nenhum deles está entre as vítimas do acidente. "A informação que temos do consulado em Roma é que todos estão bem", comunicou o Ministério de Relações Exteriores.
Calculado inicialmente em 70 pessoas, o número de desaparecidos foi reduzido progressivamente desde o início das operações de resgate. As autoridades responsáveis pela operação evitavam dar o número como preciso, sob o argumento de que parte dos passageiros resgatados com vida havia deixado o local do acidente sem se identificar.
Na noite de sábado, o número de pessoas "não-localizadas" já havia sido reduzido para 40. Neste domingo, novas informações dão conta de que o valor já teria sido reduzido para menos de 20. Uma das contagens aponta a existência de 11 passageiros até agora não encontrados, além de seis tripulantes.
Na madrugada deste domindo (15), um casal sul- coreano em lua de mel foi resgatado do interior do navio, 24 horas depois do acidente com a embarcação. Bombeiros ouviram os gritos de Hye Jim Jeong e Kideok Han, ambos de 29 anos, na parte emersa do navio.
O acidente com o navio Costa Concordia ocorreu próximo à ilha de Giglio, por volta das 21h30 de sexta-feira no horário local (18h30 em Brasília). O cruzeiro já havia inclinado cerca de 20 graus quando as pessoas começaram a deixar a embarcação em botes salva-vidas ou nadando.
A Costa Cruzeiros confirmou que havia 47 passageiros brasileiros a bordo, além de seis tripulantes. Também informou que, no total, foram evacuados 3.200 passageiros e 1.000 tripulantes. A empresa acrescentou que cerca de 1.000 passageiros são italianos, 500 alemães e 160 franceses.
O presidente da operadora de cruzeiros, Gianni Onorato, declarou que o navio teria se chocado contra uma rocha gigante. De acordo com o executivo, a retirada de passageiros começou a ser feita imediatamente após o choque, mas foi prejudicada pela inclinação repentina do navio. A embarcação já havia inclinado cerca de 20 graus quando as pessoas começaram a deixá-la em botes salva-vidas ou nadando." A inclinação gradual do navio tornou a retirada dos passageiros extremamente difícil", afirma o comunicado da empresa.
Imagens mostram um rasgo de pelo menos 50 metros no casco da embarcação. Especialistas e responsáveis pelas investigações apontam prováveis causas, como erro humano e falha elétrica. Uma das hipóteses é a de que o navio, por algum motivo, estava perto demais da costa e se chocou contra uma rocha.
Operação
Uma grande operação de busca foi lançada nos arredores do naufrágio. Equipes de resgate, incluindo mergulhadores, fizeram buscas de cabine em cabine, procurando possíveis sobreviventes, enquanto navios da guarda costeira vasculharam as águas ao redor do navio. Helicópteros foram usados para retirar pessoas que se refugiaram no deck do navio e se encontravam em situação delicada. Porém, a retirada dos últimos passageiros e de membros da tripulação apresentou complicações. Uma fenda se abriu, causando vazamento dentro da embarcação, que inclinou.
Os passageiros e tripulação foram levados para a ilha de Giglio e colocados em escolas, casas e igrejas para passar a noite. No início da noite de sábado, muitos já seguiam para outras partes da Itália para seguirem ao seu país de origem.
A operação de resgate prosseguia horas depois do naufrágio. "Ttemos cerca de 40 homens no trabalho e aguardamos a chegada de equipes especializadas em mergulho para checar todo o interior do navio", disse o porta-voz da corporação de bombeiros, Luca Cari.
Mais tarde, a imprensa italiana confirmou que o comandante do navio, Francesco Schettino, foi detido para prestar esclarecimentos sobre o acidente. O conteúdo do interrogatório, no entanto, não foi fornecido. Outros membros da tripulação também seriam submetidos a interrogatório, segundo as autoridades encarregadas das operações de resgate. Inicialmente, Schettino havia dito que o cruziero bateu em uma rocha em um trecho do mar que, segundo as coordenadas, era seguro de se navegar.


Pânico
Luciano Castro, um dos passageiros, disse à imprensa italiana que "todos estavam jantando quando a luz apagou, houve um tranco e os pratos caíram da mesa". Quando a luz voltou, o comandante anunciou uma avaria no gerador elétrico e garantiu um conserto rápido, mas o barco começou a adernar. A tripulação pediu que todos colocassem os coletes salva-vidas e logo veio a ordem para abandonar o navio, revelou Castro.
Outra passageira, Mara Parmegiani, afirmou à mídia italiana que houve "cenas de pânico" no navio. "Estávamos sentados para jantar e ouvimos aquele grande estrondo. Acho que ele bateu em algumas rochas. Houve muito pânico, as mesas viraram, os copos voaram para todos os lados e nós corremos para os decks onde colocamos nossos coletes salva-vidas. Estávamos muito assustados e congelando, porque ninguém teve tempo de tomar mais roupas. Eles nos deram cobertores, mas não havia em quantidade suficiente", disse.